quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Caçador de mim.

Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Mansa ou feroz
Eu, caçador de mim
Presa as canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim

Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da multidão escura
Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Quebra de espaço e tempo.

Eu perdi a noção do tempo desde que você se foi, não sei mais me virar sozinha, ando pela rua toda desengonçada fazendo favores ao meu corpo.
Deve ter sido pelo fato ou pela minha angustia por ter visto você embora. Que me vejo presa em meu quarto, que agora parece grande e vazio, com a falta da tua visita, nas paredes e na cama. E em meio a essa bagunça de pensamentos que eu  me pergunto por que você se foi assim. Sem nenhuma resposta saciável.
Estou me vendo no espelho agora, e não consigo me imaginar pior, você deveria ter pensado nisso antes de ir. Está tudo tão desarrumado, tão bagunçado... E eu estou perdida aqui.
Você se lembra das nossas fotos? Estão todas espalhadas pelo chão do meu quarto junto com as cartas que eu lhe escrevi com medo de te mandar, estão em total desordem. E não sei como, mas consegui pegar uma delas para contemplar tua face revelada. Virei-a e li aquela música antiga que você costumava cantar em sussurros em meu ouvido, me fazendo ter arrepios: "Eu sei que vou te amar". Por toda a minha vida eu vou te amar.. Percebi uma lágrima rolar pelo meu rosto ao lembrar disso.
Eu deveria pelo menos tentar seguir em frente como você me falou antes de ir embora... Para sempre. Mas não consigo, não posso, não dá. O esforço de tentar te esquecer, me machuca, fazendo o buraco no meu peito queimar em desespero. Virou rotina, desde quando você se foi.

Mais uma vez.

Eu finalmente deixo de tentar encontrar as palavras, pra te ter aqui.
Porque eu não aguento mais essa distancia, eu não aguento mais ter que inventar motivos pra falar com você, pra estar com você. Não me faça mais sofrer assim, eu desisto. Você já tomou posse do meu coração a muito tempo, quando eu me permiti te amar, isso deve ter sido um erro. Um grande erro, que eu não consigo me arrepender. Porque devo-lhe dizer que você foi o meu primeiro amor, o meu primeiro erro. E agora eu não sei mais pra onde ir,  porque a falta de seu olhar sobre mim, a falta da tua voz me fazendo ficar tonta, a falta do seu toque... Me fez perder o caminho.
A onde está você... Que eu não esqueço? Você foi um vício, que há muito tempo eu não provo mais. Eu deveria te esquecer, já fiz de tudo. Mas ainda procuro os seus braços em outros abraços, ainda procuro sentir tudo aquilo que eu sentia com você, de um modo estranho, era só com você. Ainda procuro o que me sobrou, depois que você se foi, com o meu coração e a minha paz.
Por favor, volte, que eu não aguento mais. Ainda sou aquela teimosa, que te espera todo dia, sem ouvir o que os outros falam sobre você. Porque eu ainda não me acostumei com a falta da tua presença, você já devia saber que eu nunca iria aceitar o seu adeus. E hoje, mais uma vez, eu preciso de você.